sexta-feira, 25 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

VPN – Virtual Private Network 3 Parte

 

Ola Bacanas, conforme prometi segui a terceira e ultima parte.

Algoritmos para Criptografia


DES - Data Encryption Standard
É um padrão de criptografia simétrica, adotada pelo governo dos EUA em 1977.
Triple-DES
O Triple-DES é uma variação do algoritmo DES, sendo que o processo tem três fases: A seqüência é criptografada, sendo em seguida decriptografada com uma chave errada, e é novamente criptografada.
RSA - Rivest Shamir Adleman
É um padrão criado por Ron Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman em 1977 e utiliza chave pública
de criptografia, tirando vantagem do fato de ser extremamente difícil fatorar o produto de números
primos muito grandes.
Diffie-Hellman
Foi desenvolvido por Diffie e Hellman em 1976. Este algoritmo permite a troca de chaves secretas entre dois usuários. A chave utilizada é formada pelo processamento de duas outras chaves uma pública e outra secreta.

Integridade


A garantia de integridade dos dados trocados em uma VPN pode ser fornecida pelo uso de algoritmos que geram, a partir dos dados originais, códigos binários que sejam praticamente impossíveis de serem conseguidos, caso estes dados sofram qualquer tipo de adulteração. Ao chegarem no destinatário, este executa o mesmo algoritmo e compara o resultado obtido com a seqüência de bits que acompanha a mensagem, fazendo assim a verificação.
Algoritmos para Integridade
SHA-1 - Secure Hash Algorithm One
É um algoritmo de hash que gera mensagens de 160 bits, a partir de uma seqüência de até 264 bits.
MD5 - Message Digest Algorithm 5
É um algoritmo de hash que gera mensagens de 128 bits, a partir de uma seqüência de qualquer
tamanho.

Espero ter ajudado.

 

abs.

VPN – Virtual Private Network 2 Parte

 

Ola Bacanas, como prometido segui segunda parte de nossa explanação, espero que estejam gostando.

 

Formas de VPN - A VPN pode ser feita de duas formas:

A primeira é a conexão de um host em um provedor Internet, permitindo a conexão de um usuário remoto através de um tunel seguro, como mostrado na Figura.

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Conexão VPN de um simples host.

Na segunda, duas redes se interligam através de hosts com link dedicado ou discado via internet, formando assim um túnel entre as duas redes. A figura 2 ilustra essa forma.

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Conexão VPN entre duas redes interligadas.

A VPN suporta os seguintes protocolos: (IPSec) Internet Protocol Security, (L2TP) Layer 2 Tunneling Protocol, (L2F) Layer 2 Forwarding e o (PPTP) Point-to-Point Tunneling Protocol. A conexão e a criptografia entre os hosts da rede privada dependerá do protocolo escolhido.

Esta Figura mostra, o caminho que os dados percorrem na arquitetura de rede do Windows sobre uma conexão VPN usando um modem analógico.
Um datagrama IP, IPX, ou NetBEUI é submetido por seu protocolo apropriado à interface virtual que representa a conexãoVPN, esta, usa o NDIS, que por sua vez, submete o pacote ao NDISWAN que codifica ou comprime e submete então ao protocolo PPTP, e este, ao formar o pacote resultante, envia pela interface serial que é usada
pelo modem analógico.

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Protocolos para VPN

IPSec
IPSec é um conjunto de padrões e protocolos para segurança relacionada com VPN sobre uma rede IP, e foi definido pelo grupo de trabalho denominado IP Security (IPSec) do IETF (Internet Engineering Task Force).

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O IPSec especifica os cabeçalhos AH(Authentication Header) e ESP (Encapsulated Security Payload), que podem se utilizados independentemente ou em conjunto, de forma que um pocote IPSec poderá apresentar somente um dos cabeçalhos (AH ou ESP) ou os dois cabeçalhos.

Authentication Header (AH)
Utilizado para prover integridade e autenticidade dos dados presentes no pacote, incluindo a parte
invariante do cabeçalho, no entanto, não provê confidencialidade.

Encapsulated Security Payload (ESP)
Provê integridade, autenticidade e criptografia à área de dados do pacote.

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A implementação do IPSec pode ser feita tanto em Modo Transporte como em Modo Tunel.

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PPTP - Point to Point Tunneling Protocol
O PPTP é uma variação do protocolo PPP, que encapsula os pacotes em um túnel IP fim a fim.
L2TP - Level 2 Tunneling Protocol
É um protocolo que faz o tunelamento de PPP utilizando vários protocolos de rede (ex: IP, ATM, etc) sendo utilizado para prover acesso discado a múltiplos protocolos.
SOCKS v5
É um protocolo especificado pelo IETF e define como uma aplicação cliente - servidor usando IP e UDP estabelece comunicação através de um servidor proxy.

Segurança e privacidade das transmissões na VPN

A especificação da VPN a ser implantada deve tomar por base o grau de segurança que se necessita, ou seja, avaliando o tipo de dado que deverá trafegar pela rede e se são dados sensíveis ou não. Dessa definição depende a escolha do protocolo de comunicação, dos algoritmos de criptografia e de Integridade, assim como as políticas e técnicas a serem adotadas para o controle de acesso. Tendo em vista que todos esses fatores terão um impacto direto sobre a complexidade e requisitos dos sistemas que serão utilizados, quanto mais seguro for o sistema, mais sofisticados e com capacidades de processamento terão de ser os equipamentos, principalmente, no que se refere a complexidade e requisitos exigidos pelos algoritmos de criptografia e integridade.
A VPN resguarda os dados encriptando-os automaticamente, tornando-os incompreensíveis para os equipamentos que não façam parte da rede privada.
Para que um equipamento possa fazer parte da rede privada virtual criada por esta tecnologia este precisará passar por uma certificação para ter acesso ao sistema e assim decriptar os dados.

Certificação - Todo dispositivo que quiser se juntar a VPN precisa ser certificado por uma Autoridade Certificadora. Geralmente, essa certificação é dupla, incluindo uma chave eletrônica e um PIN (Personal Identification Number), reduzindo a probabilidade de intrusos acessarem o sistema.
Encriptação - Uma vez dentro da VPN, cada
dispositivo envia sua chave de segurança pública aos integrantes da VPN. Sem o conhecimento dessa chave de segurança é matematicamente impossível decodificar os dados criptografados. Após a chave de segurança estar implementada, a proteção da mesma é assegurada por um sistema de gerenciamento de chaves de Segurança. O gerenciamento é um processo de distribuição, com refresh a intervalos específicos e revogação de chaves quando necessário.

A figura a baixo mostra uma arquitetura VPN mais complexa.

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Amanha com a parte 3, terminaremos esta explanação.

abs.

sábado, 19 de setembro de 2009

VPN - Virtual Private Network 1 Parte

 

Ola Bacanas, vamos aprender hoje um pouco sobre o que e uma VPN na semana que vem publicarei a segunda parte pois o estudo será dividido em 3 partes.

vpn1

Introdução
O conceito de VPN surgiu da necessidade de se utilizar redes de comunicação não confiáveis para trafegar informações de forma segura.
As redes públicas são consideradas não confiáveis, tendo em vista que os dados que nelas trafegam estão sujeitos a interceptação e captura. Em contrapartida, estas tendem a ter um custo de utilização inferior aos necessários para o estabelecimento de redes proprietárias, envolvendo a contratação de circuitos exclusivos e independentes.
Com o explosivo crescimento da Internet, o constante aumento de sua área de abrangência, e a expectativa de uma rápida melhoria na qualidade dos meios de comunicação associado a um grande aumento nas velocidades de acesso e backbone, esta passou a ser vista como um meio conveniente para as comunicações corporativas. No entanto, a passagem de dados sensíveis pela Internet somente se torna possível com o uso de alguma tecnologia que torne esse meio altamente inseguro em um meio confiável. Com essa abordagem, o uso de VPN sobre a Internet parece ser uma alternativa viável e adequada. No entanto, veremos que não é apenas em acessos públicos que a tecnologia de VPN pode e deve ser empregada.
Aplicativos desenvolvidos para operar com o suporte de uma rede privativa não utilizam recursos para garantir a privacidade em uma rede pública. A migração de tais aplicações é sempre possível, no entanto, certamente incorreria em atividades dispendiosas e exigiriam muito tempo de desenvolvimento e testes. A implantação de VPN pressupõe que não haja necessidade de modificações nos sistemas utilizados pelas corporações, sendo que todas as necessidades de privacidade que passam a ser exigidas sejam supridas pelos recursos adicionais que sejam disponibilizados nos sistemas de comunicação.

Como Funciona

A VPN cria um caminho seguro (túneis) dentro da rede pública, através da encriptação dos dados em uma conexão (criptografia end to end). Essa tecnologia está sendo implementada em Firewalls, permitindo que as empresas criem túneis seguros na Internet, possibilitando conexões seguras com sites remotos.
A VPN é uma opção economicamente vantajosa por não utilizar links dedicados ou redes de pacotes (como Frame Relay e X.25) para conectar redes remotas, ela utiliza a infra estrutura da Internet, que exige uma conexão
(geralmente local) com um provedor de acesso, de custo muito menor e com a vantagem de possuir alcance mundial. A vantagem econômica será mais evidente quando existir a necessidade de realizar conexões distantes (principalmente nas internacionais). Basta imaginar o custo de uma interconexão corporativa internacional com
linhas dedicadas.
Com a utilização da infra-estrutura da Internet, consegue-se uma redução considerável com equipamentos e conexões. Contudo a segurança e a confidencialidade das informações da empresa não podem ser esquecidas, uma vez que os dados que transitam pela Internet podem ser capturados e lidos por qualquer equipamento. Para manter a privacidade nas transmissões corporativas a tecnologia VPN utiliza recursos de Certificação e de Criptografia.

Funções Básicas

A utilização de redes públicas tende a apresentar custos muito menores que os obtidos com a implantação de redes privadas, sendo este, justamente o grande estímulo para o uso de VPNs. No entanto, para que esta abordagem se torne efetiva, a VPN deve prover um conjunto de funções que garanta Confidencialidade, Integridade e Autenticidade.


Confidencialidade

Tendo em vista que estarão sendo utilizados meios públicos de comunicação, a tarefa de interceptar uma seqüência de dados é relativamente simples. É imprescindível que os dados que trafeguem sejam absolutamente privados, de forma que, mesmo que sejam capturados, não possam ser entendidos.


Integridade

Na eventualidade dos dados serem capturados, é necessário garantir que estes não sejam adulterados e re-encaminhados, de tal forma que quaisquer tentativas nesse sentido não tenham sucesso, permitindo que somente dados válidos sejam recebidos pelas aplicações suportadas pela VPN.


Autenticidade

Somente usuários e equipamentos que tenham sido autorizados a fazer parte de uma determinada VPN é que podem trocar dados entre si; ou seja, um elemento de uma VPN somente reconhecerá dados originados em por um segundo elemento que seguramente tenha autorização para fazer parte da VPN.


Técnicas


Dependendo da técnica utilizada na implementação da VPN, a privacidade das informações poderá ser garantida apenas para os dados, ou para todo o pacote (cabeçalho e dados). Quatro técnicas podem ser usadas para a
implementação de soluções VPN:


Modo Transmissão


Somente os dados são criptografados, não havendo mudança no tamanho dos pacotes. Geralmente são soluções proprietárias, desenvolvidas por fabricantes.


Modo Transporte


Somente os dados são criptografados, podendo haver mudança no tamanho dos pacotes. É uma
solução de segurança adequada, para implementações onde os dados trafegam somente entre dois nós da comunicação.


Modo Túnel Criptografado

Tanto os dados quanto o cabeçalho dos pacotes são criptografados, sendo empacotados e transmitidos segundo um novo endereçamento IP, em um túnel estabelecido entre o ponto de origem e de destino.


Modo Túnel Não Criptografado


Tanto os dados quanto o cabeçalho são empacotados e transmitidos segundo um novo
endereçamento IP, em um túnel estabelecido entre o ponto de origem e destino. No entanto,
cabeçalho e dados são mantidos tal como gerados na origem, não garantindo a privacidade.
Para disponibilizar as funcionalidades descritas anteriormente, a implementação de VPN lança mão dos conceitos e recursos de criptografia, autenticação e controle de acesso.

Resumindo, a VPN permite:
Evitar que intrusos invadam a rede corporativa distribuída.
Manter a privacidade e a integridade dos dados que atravessam a rede não confiável.
Manipular toda faixa de protocolos da Internet em uso de forma transparente.
Disponibilizar conexões corporativas a baixo custo.


ate semana que vem com a parte 2.

 

abs